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SIMPÓSIO VII

Discurso, arte, corpo

Coordenação: Nádia Neckel (UNISUL) e Lucília Maria Abrahão e Sousa (USP)

 

Ementa: O Simpósio Discurso, Arte, Corpo acolherá trabalhos que busquem compreender os funcionamentos do político e do poético no discurso artístico, retomando o pensamento de Ranciére (2005) a respeito da natureza política da arte em uma potência singular da presença que rasga o ordinário da experiência. Nos debruçamos no pensamento de Michel Pêcheux em seu AD69 tomando o gesto como ato simbólico e a necessidade de pensarmos teoricamente as materialidades significantes inscritas da/na arte. Vivemos em meio a uma crise política que busca, através de uma governabilidade frágil, impor-se pela força destruindo afetos, estrangulando laços sociais do ser-em-comum, promovendo o efeito da violência e apontando para o inominável. A arte apresenta-se, então, como um espaço de re-existência, metaforização, acontecimento e de presença de corpos em discurso. Por isso mesmo, a arte é tomada como “perigosa”, destinada talvez, à criminalização e às interdições. Caberia voltarmos a questão de Michel Pêcheux? “O gesto simbólico significando a interrupção a mais brutal que seja, ou a tentativa de destruição física visando tal ou tal personagem política considerada nociva? (PÊCHEUX, [1969], 1997, p. 78).

Trabalhos:

Discursividade moralista no Brasil e o nu artístico no Museu de Arte Moderna em São Paulo: um acontecimento enunciativo ou um acontecimento discursivo?

Valdivina Telia Rosa e Andréia Nascimento Carmo

Em terras de metáforas, quem tem um olho é ...

Luciene Jung de Campos

Corpos assujeitados: o triunfo do Outro

Raija de Camargo Silva

Corpos em balbúrdia: a eclosão do artístico no social

Renata Marcelle Lara

Quarto de despejo, de Maria Carolina de Jesus: gênero, precariedade e discurso

Jacob dos Santos Biziak